terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Saudade...

"Saudade é um afeto, excelso amor, o melhor amor e o mais incorruptível que o passado nos herda." (Camilo Castelo Branco) 

Já faz um ano... Um ano que passou voando... 

Meu avô, o Dr. Oliva, foi um dos fundadores da Astra. Há 18 anos, ele criou este os Concertos Astra-Finamax, sendo um dos pioneiros no uso da Lei Rouanet no Brasil. Com esse lindo projeto, Dr. Oliva trouxe mais oportunidades para a sociedade, ao oferecer música de qualidade excepcional, de forma democrática. Democratização da cultura, esse era o espírito.

No dia 28 de novembro, um ano e um dia após Dr. Oliva ter nos deixado, aconteceu o encerramento da 18ª temporada dos Concertos, com uma apresentação do excepcional Yamandu Costa. Não poderíamos deixar de fazer uma justa e linda homenagem, que reproduzo aqui, a esse grande homem.

Por isso, peço licença para vocês para apresentar um vídeo que demonstra um pouquinho do que esse homem de tamanha simplicidade e um enorme coração fez por nossa sociedade e pelas pessoas, que são a maior riqueza de uma nação.

Saudade que não cabe no peito... 






terça-feira, 10 de novembro de 2015

20 Anos das Olimpíadas de Matemática Astra




Meu avô, Dr. Oliva, sempre foi um visionário.

Sempre fez questão de descomplicar a matemática, mostrando que a ela é simples, linda e extremamente necessária para a nossa vida.

Lembro como se fosse ontem, ele comparando a matemática, estatística com jogadores de futebol.

O jogador de futebol, no treino, faz flexões de braço, e isso não significa que ele fará as flexões no dia do jogo... O que ele queria dizer é que, a matemática nos obriga a “treinar” a mente.

Seguindo essa linha de raciocínio, o Dr. Oliva plantou uma sementinha...

Há 20 anos, ele fez com que a Astra se tornasse referencia em educação, com as olimpíadas de matemática.

Este projeto, um tanto quanto inovador para a época, tinha o objetivo de descobrir talentos e possibilitar a esses garotos a oportunidade do primeiro emprego.

O projeto se fortaleceu, cresceu... E se mostrou tão valioso para a sociedade, que acabou se tornando referencia para outros por todo o Brasil.

Dar continuidade ao trabalho do meu avô não é apenas uma missão como sucessora, mas sim uma enorme honra.

Sim, eu me sinto honrada por carregar comigo a convicção de que iremos continuar dando a esses jovens o reconhecimento, a oportunidade que merecem!

Sim! Meritocracia!

Pinçar da sociedade bons exemplos e recompensá-los.

Meritocracia é um grande incentivo para que esses meninos e meninas se inspirem a transformar a sociedade começando pelo entorno.

Em um ambiente onde os talentos humanos, reconhecidos, motivados, são capazes de fazer um mundo melhor.


Educação é tudo!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O velho, o menino e a mulinha

Após um dia punk, saí do escritório e fui para o 2º turno de treino (já tinha corrido pela manhã) com minha malvada-predileta-bff Andréa Trivellato. Eu estava péssima companhia... mega reclamona. Mas treinei até o fim!

Saí da Gym e passei na casa de mamy para dar um beijo de boa viagem, já que ela estava saindo de viagem... Enfim, papo vem, papo vai... falamos sobre tudo... Trabalho, esporte, família, saudade, fases... Na verdade, falamos sobre VIDA. E ela me lembrou de algo que havia esquecido... De uma fábula de Monteiro Lobato  que meu avô seeeeempre nos contava... E não podia deixar de compartilhar, né?

 

O velho, o menino e a mulinha
Monteiro Lobato

O velho chamou o filho e disse: "Vá ao pasto, pegue a mulinha e apronte-se para irmos à cidade, que quero vendê-la."

O menino foi e trouxe a mula. Passou-lhe a raspadeira, escovou-a e partiram os dois a pé, puxando-a pelo cabresto. Queriam que ela chegasse descansada para melhor impressionar os compradores.

De repente: "Esta é boa!", exclamou um visitante ao avistá-los. "O animal vazio e o pobre velho a pé! Que despropósito! Será promessa, penitência ou caduquice?"

E lá se foi, a rir.

O velho achou que o viajante tinha razão e ordenou ao menino: "Puxa a mula, meu filho! Eu vou montado e assim tapo a boca do mundo."

Tapar a boca do mundo, que bobagem! O velho compreendeu isso logo adiante, ao passar por um bando de lavadeiras ocupadas em bater roupa num córrego.

"Que graça!", exclamaram elas. "O marmanjão montado com todo o sossego e o pobre do menino a pé... Há cada pai malvado por este mundo de Cristo... Credo!"

O velho danou-se e, sem dizer palavra, fez sinal ao filho para que subisse à garupa.

"Quero só ver o que dizem agora..."

Viu logo. O Izé Biriba, estafeta do correio, cruzou com eles e exclamou: "Que idiotas! Querem vender o animal e montam os dois de uma vez... Assim, meu velho, o que chega à cidade não é mais a mulinha, é a sobra da mulinha..."

"Ele tem toda razão, meu filho. Precisamos não judiar do animal. Eu apeio e você, que é levezinho, vai montado."

Assim fizeram, e caminharam em paz um quilômetro, até o encontro dum sujeito que tirou o chapéu e saudou o pequeno respeitosamente.

"Bom dia, príncipe!"

"Porque príncipe?", indagou o menino.

"É boa! Porque só príncipes andam assim de lacaio à rédea..."

"Lacaio, eu?", esbravejou o velho. "Que desaforo! Desce, desce, meu filho e carreguemos o burro às costas. Talvez isso contente o mundo..."

Nem assim. Um grupo de rapazes, vendo a estranha cavalgada, acudiu em tumulto com vaias:

"Hu! Hu! Olha a trempe de três burros, dois de dois pés e um de quatro! Resta saber qual dos três é o mais burro..."

"Sou eu!", replicou o velho, arriando a carga. "Sou eu, porque venho há uma hora fazendo não que quero mas o que quer o mundo. Daqui em diante, porém, farei o que manda a consciência, pouco me importando que o mundo concorde ou não. Já que vi que morre doido quem procura contentar toda gente..."

Moral: "Não sei o caminho do sucesso, mas com certeza o do fracasso é querer agradar a todo mundo."


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sim! Somos todos "investment grade".

A propaganda brasileira é “investment grade”, mas não é só ela não. Os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein são “investment grade”. O ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) também é “investment grade”.
O sistema bancário brasileiro tem qualidade e expertise globais. O Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro é “investment grade”.
A imprensa brasileira tem jornalistas que poderiam estar dirigindo os maiores veículos de comunicação do mundo. Eles têm competência global e uma coragem que também são “investment grade”.
Roberto Medina, que já sofreu sequestro e que poderia ter ido sonhar em outros lugares, ficou no Brasil e faz um dos melhores e maiores festivais do mundo. E o Rock in Rio é “investment grade” em cada detalhe.
O agronegócio brasileiro é “investment grade”. Os gestores brasileiros são “investment grade”.
A televisão, o cinema e o teatro brasileiro são “investment grade”. O último filme de Regina Casé, “Que Horas Ela Volta?”, da diretora Anna Muylaert, é uma obra-prima saudada pela “Vanity Fair” e pelos maiores veículos da imprensa mundial.
“Narcos”, a nova série do diretor e autor José Padilha, estrelada pelo ator baiano Wagner Moura, é um sucesso global porque “é investment grade”.
Só que nós somos “investment grade” como aqueles corredores africanos que ganhavam maratonas e provas de longa distância porque eram treinados descalços nas piores condições de terreno. E o mundo em nossa volta nunca foi “investment grade”.
Os empreendedores brasileiros são “investment grade”. Eles têm a resiliência como marca, e as dificuldades sempre foram mães da invenção.
As empresas brasileiras, veja as datas de suas fundações, cresceram sob porrada, com precárias condições competitivas, num sistema tributário kafkiano e numa economia instável.
Acordar no Brasil, muitas vezes, é um ato de teimosia. Levantar é um ato de coragem. Meu sono não é “investment grade”, mas meu sonho é.
Este texto é escrito por mãos roídas. Eu odeio quando as pessoas dizem que eu sou Poliana, que meus artigos são textos de autoajuda. Eu sou corajoso porque estou com medo. Estou procurando saídas porque está difícil encontrá-las. E todas as vezes que o Brasil se viu nessas circunstâncias, ele encontrou saída.
Roberto Marinho começou a vida perdendo o pai. Washington Olivetto foi internado criança com suspeita de poliomielite, e foi da cama que brotou o seu gênio.
Eles são “investment grade”. Eu sou “investment grade”. E não vou deixar que me rebaixem.
As pessoas me perguntam o que eu tomo para ser animado. Eu tomo vergonha, eu tomo Losec, eu tomo Motilium, eu tomo passes no Gantois, eu tomo dez quilômetros no parque.
Eu não durmo à noite, eu morro. Só que às 6h45 da manhã, como fênix, eu pulo da cama. Eu e milhões e milhões de brasileiros que colocaram o Brasil para ser “investment grade”.
Somos um país tão acostumado a conviver e a superar as desvantagens que a nossa seleção olímpica que mais ganha é a seleção paralímpica. Portanto cegos, surdos, sem braços e sem mãos como a Vitória de Samotrácia exposta no Museu do Louvre, nós seguimos em frente e de maneira surpreendente cruzaremos vitoriosos a linha da chegada.
Porque somos fênix. Porque somos grandes brasileiros, a despeito e apesar dos ciclos do Brasil. Nós somos “investment grade”.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

STATUS DE RELACIONAMENTO: ENROLADO (COM A COMIDA)

Por Rita Oliva, minha "pequena"!





Escrevo esse texto na cozinha de casa. Ao meu redor, tenho oito livros (compulsiva), uma xícara de chá, um copo de água e a última torrada do pacote. Atrás de mim, a geladeira. Confesso que, desde que me sentei, já pensei algumas vezes que lá dentro existe a maravilhosa geleia de figo, que poderia acabar com a solidão da torrada e me adoçar um pouco a vida. Soa familiar? Então, eu pensei sobre o que vou escrever agora e lembrei que não estava com fome. Fiz um chá, enchi o copo de água e resolvi focar no texto.
Achei apropriado escrever sobre comida na cozinha porque nada melhor do que estar em meio a fatos e sentimentos para descrever uma relação. E recentemente, aprendi com Evelyn Tribole, especialista em Comer Intuitivo, que a maneira que nos relacionamos com os alimentos interfere tanto na nossa saúde (e na balança) quanto o que de fato comemos. Sem dúvida, é importante conhecer a qualidade do que comemos, mas quando focamos só em nutrientes, esquecemos de apreciar a comida em si. E isso tende a ser um problema, justamente para quem se preocupa em manter um corpo saudável e bonito (leia-se um corpo em que você se sinta bem).O Comer Intuitivo ressalta a importância do prazer na alimentação. E eu digo que é um começo de conversa bem interessante em oposição à ideia de restrição, que as dietas normalmente trazem.
Você já reparou no que sente quando pensa em certos alimentos? Se tem satisfação verdadeira na hora de comer? Ou se tem focado em comida “que pode” e comida que “não pode”? Tem usado muito a palavra “jacar”, para dar um nome amigável às fugas cheias de culpa da alimentação excessivamente regrada?
Abaixo, alguns passos desse método, que é totalmente embasado por casos clínicos e evidências, e parece ser um bom caminho para quem quer se alimentar de forma saudável, mas não suporta pensar em abrir mão de todos seus prazeres à mesa.

1) Buscar a Satisfação
   hitfull.com
A satisfação é o ponto central do Comer Intuitivo. Tudo gira em torno dela. Por isso, é importante desenvolver uma consciência maior de si mesmo e de seus hábitos, para identificar o que impede a satisfação de comer. Entre alguns fatores encontrados estão regras rigorosas com comida, culpa, falta de alegria, falta de confiança, focar demais em calorias e nutrientes. A relação comida-prazer deve estar bem-resolvida, inclusive para quem deseja perder peso. Por isso, é importante se perguntar: o que me dá prazer na hora de comer? Pensar em qual circunstância, companhia, culinária você gosta pode abrir novas possibilidades de encontrar a satisfação tanto na alimentação quanto no seu corpo.

2) Permissão Incondicional Para Comer (Com Consciência!)
   wallpaperscraft.com

O Comer Intuitivo não é baseado em regras externas. Ele é inteiramente baseado em deixas internas de fome e saciedade. Por isso, é essencial desenvolver uma consciência maior do efeito da comida no corpo e na mente, entendendo o que sentimos quando ficamos na expectativa de comer, no momento que realmente comemos e após a experiência gastronômica. Desta forma, temos permissão incondicional para comer, desde que estejamos em sintonia com nosso próprio corpo, e desde que as razões para comer sejam físicas, e não emocionais.

3) Honrar a Saúde com Nutrição Sutil (Gentle Nutrition)
   http://damndelicious.net/
Devemos apreciar a comida, com uma quantidade que seja suficiente para matar a nossa fome mas que não nos deixe com a sensação de que vamos explodir depois de comer. Basicamente, o que nos satisfaz. Para isso, não precisamos de regras rígidas, mas sim de autoconhecimento. Quando você se conecta com seu corpo, há alimentos ou momentos em que você não vai querer comer, para evitar sentir-se mal depois. Comer de forma saudável traz bem estar, e a conexão com o corpo traz essa percepção. Assim como a conexão com a natureza leva algumas pessoas a se sentirem melhor sendo veganas ou vegetarianas.

4) Fazer as Pazes Com a Comida
   weheartit.com

Quem considera que certos alimentos são inimigos da dieta, às vezes sente culpa só de pensar naquilo. Há até mesmo quem sinta medo de ter fome, ao pensar que pode escorregar e comer alguma coisa “errada”. Acontece que a culpa acaba nos privando de realmente sentir o gosto das coisas, e, quando não sentimos a satisfação que esperávamos, a tendência é comermos ainda mais, sem nunca nos sentir verdadeiramente satisfeitos. Por isso, é importante saber que nenhum alimento é proibido, desde que comê-lo seja uma escolha consciente. O ato de se observar durante todo o processo, antes, durante e após comer, e anotar a experiência, é uma boa forma de tomar mais consciência das suas decisões.

5) Comer Com Atenção Plena (Mindful Eating)
   images.agoramedia.com

Comer de forma distraída, fazendo outras coisas, interfere tanto na satisfação quanto a culpa. Por isso, escolha pelo menos uma refeição ao dia em que, ao comer, não faça mais nada. Nada de livro, celular, televisão. Concentre-se no alimento, primeiro só com os olhos. Veja as cores, imagine como ele chegou até o seu prato. Sinta o seu cheiro. Só então coloque na boca, prestando a atenção na textura, temperatura, consistência, em como você sente o gosto em diferentes partes da língua. A experiência pode ser absolutamente incrível, e aposto que vai querer repetir outras vezes.
Aqui vai um bom exemplo de relação de amor com a comida:
“(…) quando minha mãe estava degustando o [chocolate] dela, era mais como uma meditação. Ninguém falava. Um olhar para suas expressões, seus lábios e seus olhos ordenava um silêncio na casa. Era uma maneira natural de reverenciarmos nossa mãe, permitindo-lhe o momento pra saborear um dos seus mais elementares prazeres. Saber apreciar aquela explosão de sabores delicados, aquela maciez suprema da textura que se derrete na boca e começa a descer pela garganta é, para mim, uma grande realização sensual do ato de comer. É uma experiência que nem se compara com comer uma barra de Snickers correndo.”
(Mireille Guillano no livro Mulheres Francesas Não Engordam: os segredos indispensáveis para comer com prazer… e sem culpa)

   getty images

Agora é com você! Bom apetite e boa diversão escolhendo quais alimentos merecem sua atenção, quais merecem uma DR e quais aqueles com quem você quer manter uma relação estável.




sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dr. Oliva, avô





Dr. Oliva, avô
por Ana Oliva

A lembrança mais antiga que tenho de meu avô é de quando eu era bem pequena, com uns três anos de idade. Pode soar estranho para quem me conhece e sabe o que ele significa na minha vida, mas ele se divertia fazendo cara de sério e me vendo correr atrás de minha avó gritando, “Vavá! Vavá!”, com medo dele. Engraçado como hoje enxergo nessa brincadeira uma de suas primeiras demonstrações de amor e também de como nós cresceríamos cúmplices um do outro.

Sempre que alguém me pede para falar do “Dr. Oliva”, disparo sem pensar: “ele foi professor, herói, confidente, psicólogo, porto seguro, amigo, guru”. Pode parecer exagero de neta apaixonada, mas a verdade é que devo a ele grande parte de minha formação moral, ética, familiar e emocional. Para cada um desses títulos, tenho várias histórias a contar, posso passar horas falando sobre ele, sempre com olhos marejados por uma saudade recente e ainda difícil de suportar, mas também com um sorriso de quem aproveitou sua presença. 

O avô herói tentou salvar minha vida quando eu era criança. Todo final de ano, nossa família passava uns dias na praia de Juqueí, e nós adorávamos pegar jacaré. Um dia, a onda me levou e ele – que nem sabia nadar direito – mergulhou e tentou me tirar de lá, mas foi levado junto pela correnteza. Sorte que nos puxaram do mar rapidamente, mas meu avô acabou pegando pneumonia.

O professor me ensinou de tudo. Na escola, história, geografia e principalmente, matemática. Era rigoroso e não me deixava decorar nada, nem a tabuada. “Tem que aprender por dedução”, dizia. Mas esse não foi seu maior ensinamento, claro. Sempre trabalhou duro e tinha o cuidado de não nos deixar perder de vista o valor das coisas. Passar de ano era obrigação. Presentes, só no Natal, aniversário e quando voltava de viagem. Eu sonhava com as caixas de lápis de cor que costumava trazer.

Ele sempre nos deu liberdade e respeitava nosso jeito de ser. Os filhos e netos eram tratados igualmente, e esse senso de justiça foi sem dúvida uma de suas marcas. Preocupava-se com nossa formação nos mínimos detalhes, o que nem sempre nos deixava felizes. Costumávamos passar alguns finais de semana em São Paulo, mas enquanto a gente queria comer no Dunkin’ Donuts e brincar no Playcenter, ele nos levava a restaurantes e museus. O divertido mesmo era ficar no hotel, no centro da cidade. Uma vez, perderam nossa reserva e o gerente colocou toda a família num quarto enorme, foi uma festa. 

Eu e meu irmão Paulo adorávamos brincar no escritório dele, foi assim que começou nossa vida de “executivos”. Paulo era o meu avô e eu, sua secretária. Só quando nossa irmã mais nova Rita cresceu é que passou a fazer parte da brincadeira, no papel de faxineira. Ela ficava chateada quando nós a demitíamos. Hoje penso no quanto meu avô repetia que a grande riqueza é criar empregos, uma ironia engraçada quando lembro dessa época.

Eu achava o máximo visitar a fábrica, era fascinada em ver os tanques de lavar roupa, achava aquilo lindo. Fui até fotografada quando criança dentro das banheiras para catálogo de produtos da Astra. Com espuma na cabeça, claro, só queria se fosse assim. 

Já adulta, comecei a seguir os passos do meu avô. Logo cedo, aos 17 anos, ele me fez aprender contabilidade “da vida real” trabalhando numa loja, em Jundiaí. Durante a faculdade, fui trabalhar no mercado financeiro em São Paulo, contra a sua vontade, até brigou comigo por um tempo. Depois quis fazer MBA fora, mas ele não deixou, sempre quis a família por perto, e hoje eu o agradeço por isso.

Talvez esse seja meu maior agradecimento, o de me manter por perto. Ele esteve ao meu lado nos momentos mais importantes de minha vida. Sempre forte, sempre presente, sempre ouvindo e me mostrando mais do que conseguia enxergar. O “Dr. Oliva” de tantos foi único para mim. Um grande homem para fora, mas aqui dentro, ele ocupou todos os espaços possíveis. Chorou ao meu lado, rimos muito juntos, brigamos com amor e, em seus últimos dias, tinha uma única preocupação na cabeça, a de que a família ficasse unida dando continuidade ao seu legado. É o que faremos!

Descanse em paz, estamos bem, como sempre desejou e graças a você, meu avô.

Ana Oliva é presidente do Conselho Administrativo da Astra e neta do Dr. Francisco de Assis Cechelli Oliva, um dos fundadores da empresa, que faleceu no dia 27 de novembro de 2014.


Texto originalmente publicado no boletim Nosso Jornal, direcionado para os colaboradores da Astra S/A

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Meu herói, segundo Sandro Vaia

Oliva, mil prédios. E uma caixa de lápis de cor
por Sandro Vaia

Houve um tempo em que empresários eram chamados de “capitães da indústria”, quase sempre em tom de bajulação.
Francisco de Assis Cechelli Oliva, que morreu nesta sexta-feira, dia 28 de novembro de 2014, aos 88 anos, um dos fundadores da Astra, detestaria ser chamado de capitão de qualquer coisa.
Oliva, formado em engenharia na Politécnica, onde depois foi professor, era um criador de coisas, um empreendedor, um daqueles personagens que preencheriam uma temporada inteira daquele programa publieditorial de sucesso na TV nos anos 90, “gente que faz”.
Magro como um passarinho, frugal, discreto, casado com Ana Maria e pai de 3 filhas (Mônica,Patrícia e Regina), avô de cinco e bisavô de um, Oliva, que além de criar a Astra,a Finamax e a Malota, plantou centenas de prédios em toda a cidade onde moram milhares de famílias de todas as classes sociais, tinha um espírito público e um senso de justiça indestrutíveis.
Foi por esses princípios que guiou a sua vida.
Por isso, durante o período 1973-1977, em plena ditadura militar, juntou-se a um grupo de pessoas para criar o “Jornal de Segunda-Feira”, para fazer oposição cerrada à administração do prefeito Ibis Cruz, um arenista acusado de favorecer, em concorrências suspeitas, negócios com empreiteiras em obras urbanas de Jundiaí. Empreiteiras com ligações em altas esferas, que removiam obstáculos legais (como o limite de endividamento da cidade) em uma penada, por “ordens de cima”. 
O jornal era a trincheira escrita onde se denunciavam irregularidades na administração da cidade, e onde, de quebra, inflitrava-se um pouco do espírito anarquista do “Pasquim”, o grande fenômeno editorial da época, que tratava as mazelas do governo militar com um misto de deboche, ironia e crítica reflexiva séria.
Oliva, Admércio Lourenção, Virgilio Torricelli, Mano de Souza, Celso de Paula, Araken Martinho, dr. Araújo, que assinava Bartimeu, Carlos Veiga, Erazê Martinho, André Benassi e muitos outros foram ao combate e fizeram sem querer -e talvez sem saber – uma revolução na imprensa da cidade. Nunca antes uma administração pública foi tao vigiada e vasculhada, tanto que o prefeito da época nunca mais se elegeu para qualquer cargo público, e a construtora Andrade Gutierrez, favorecida por uma concorrência fraudulenta para construir a avenida 9 de Julho foi condenada em uma ação popular a ressarcir os cofres públicos.
Nem só de grandes causas e grandes empreendimentos se ocupava o dr. Oliva. Quando viajava ao exterior, sempre tinha o cuidado de comprar um belo sortimento de lápis de cor para dar de presente ao Nardinho, um tocador sobrenatural de cavaquinho, uma verdadeira lenda viva, e que tinha os seus arroubos  de artista “naif”. Nardinho desenhava bucólicas paisagens rurais onde o curso de um rio era interrompido por uma cerca, onde um aviãozinho sobrevoava paisagens pastoris, onde vacas pastavam ao lado de misteriosas linhas de trens interrompidas bruscamente por montes inescaláveis.
Oliva ouvia o cavaquinho de Nardinho e Zé Coveiro, o violão de Zé Danon, curtia a voz de Cacilda Romero, o pandeiro do Iólice, e seu espírito de Mecenas não declarado, o levou a criar os concertos Astra-Finamax, a mais formidável série de espetáculos de música erudita e popular já oferecida à população da cidade, a preços realmente populares. 
À rigorosa exatidão de um engenheiro formado na Poli, depois professor da mesma Poli, consultor financeiro de grandes empresas, como o Itaú, mais tarde dono de sua própria financeira, Oliva somava seu espírito visionário.
Uns 15 anos atrás, quando a redação do “Jundiaí Hoje”, jornal fundado sem sua participação mas com sua ajuda e seu incentivo, se instalava na rua do Retiro, no topo de um enorme terreno que começava na avenida 9 de Julho, ele descrevia com minúcias o Beco Fino que iria nascer ali anos mais tarde, e qual seria sua função na vida cultural, recreativa e empresarial  da cidade. Não tinha pressa. Mas era exato em tudo o que previa, em tudo o que fazia.
Li no JundiAqui sobre sua morte, e a nota dizia que  ele era patrão de 3 mil jundiaienses. Outra palavra que ele detestaria: patrão. Oliva não era patrão. Era um criador, que fazia coisas, criava empregos, montava empresas, inventava produtos, erguia edifícios, dirigia equipes, defendia princípios, e se ganhava muito dinheiro com isso ele não se importava e nem saberia como usá-lo em proveito próprio – tanto que tomava seus parcos goles de vinho ou vermute em copos americanos como se fossem de cristal da Boêmia – apenas replicava o sonho dos founding fathers da América, que era a de criar uma comunidade de homens livres, responsáveis e onde a igualdade de oportunidades fosse a matriz da prosperidade de todos.
Morreu com seu sonho: em vez de pular numa piscina de moedas, como Tio Patinhas, queria fazer um jornal de literatura e poesia. Quem sabe não poderia nascer  aí um novo Drummond?
Texto originalmente publicado em http://www.jundiaqui.com.br/?p=7536


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O esporte como impulso à carreira

Depois de mais um longo período sem passar por aqui, aí vai uma matéria interessante feita pelo Jornal de Jundiaí falando sobre o papel do esporte no dia a dia dos executivos. Acho que muitos de vocês vão se identificar! E a melhor surpresa: após ver a matéria, quem estava junto na entrevista? Meu grande amigo e parceiro de longa data Lelo Apovian, que admiro muito como pessoa, atleta e empresário.

Bjocas com saudades!





sexta-feira, 25 de abril de 2014

Acordando o blog: uma entrevista



Para a tchurma que sentiu falta dos Diários para o Ironman que escrevia para a MundoTri, e dos duelos entre o Tico e o Teco... rsrs... Publico uma entrevista que concedi recentemente para um informativo de uma das empresas em que atuo, com uma analogia entre a vida profissional e a vida esportiva. Boa leitura!



Tijolinho por tijolinho, um crescimento sustentável
Entrevista com Ana Oliva, vice-presidente da Finamax

P: Como foi o momento de assumir a vice-presidência da Finamax?
R: Na verdade, foi apenas uma formalização do cargo. Não se vira vice-presidente de uma financeira da noite para o dia, até porque respondemos para o Banco Central, e eu dependia da aprovação desse órgão para assumir. Eu já participava do dia a dia da empresa, estava bem envolvida com todas as áreas. Foi e é uma responsabilidade muito grande. Como diz o meu avô, a base do negócio é a confiança, e meu desafio é grande para que ela se perpetue.

P: Qual o maior desafio da Finamax hoje?
R: O maior desafio é continuar crescendo de forma sólida. De nada adianta alavancarmos a carteira se ela não for sólida, ou seja, se a inadimplência estourar junto. É condição sine qua non acompanhar o mercado e se reinventar constantemente, mantendo uma política de crédito conservadora. Em resumo, crescer com “pé no chão”. Nosso tripé é a captação, o crédito e a cobrança, e temos que evoluir nessas três frentes de forma equilibrada.

P: Em 2013, a Finamax teve uma expansão geográfica muito forte, chegando a várias cidades e ampliando a atuação em algumas delas. Isso vai continuar nos próximos meses?
R: Sim. Como meu avô diz, é um crescimento extensivo e intensivo. Cada praça tem o seu potencial, característico de cada região. Se o potencial de determinado local não é explorado, trabalharemos para fomentar negócios. Na verdade, é uma estratégia de crescimento pulverizado, o que minimiza o risco, valorizando onde enxergamos espaço para crescer.

P: Você foi uma atleta de representatividade na sua modalidade. O que o esporte a ensinou que é possível trazer para o dia a dia dos negócios?
R: A forma como eu lido com o esporte é um reflexo da forma como eu lido com tudo em minha vida. Sou perfeccionista, vou querer sempre fazer o meu melhor. O esporte de performance exige disciplina. Já ouvi muitas pessoas falando que eu tinha uma genética favorável, mas para mim, o esforço e a dedicação estão acima da genética. Por isso, minha resposta era sempre a dada pelo técnico Lauter Nogueira: “Sim, tenho a genética da disciplina.” Foco, determinação, correr atrás de algum objetivo, superação... É o tijolinho por tijolinho, dia após dia, degrau por degrau. Há dias bons, e dias não tão bons, mas com essas palavrinhas, você continua seguindo na mesma direção, com a consciência de que, para chegar a algum lugar, você tem que correr atrás.

P: Como você vê a Finamax daqui a 20 anos?
R: Olhando para frente, temos as variáveis controláveis e as incontroláveis. Nos próximos 20 anos, é óbvio que eu espero que a gente esteja maior, com uma carteira mais equilibrada, com o nosso tripé mais equilibrado. Mas acho complicado estimar números para o futuro. Temos que nos adequar à realidade. As pessoas têm que confiar na empresa, e a empresa tem que confiar na sua equipe, pois juntos já passamos por diversas crises do Brasil, e assim continuaremos as enfrentando. Sempre que estamos passando por um problema, vamos achar que aquele é o pior momento da história. Mas olhando para trás, nosso grupo já passou por tantos abalos da economia... Se você não acreditar no negócio, não adianta. Tem que acreditar e correr atrás. Temos que manter uma política de crédito conservadora, sempre nos adequando ao mercado. O grande desafio para os próximos 20 anos é continuar crescendo de forma sustentável, sem fazer loucura, com os pés no chão.


quinta-feira, 20 de março de 2014

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Per aspera ad astra...



Muitos amigos têm me falado: "você está sumida"....
Outras pessoas me perguntam: "você vai para o IM este ano?"

Nunca fui de dar desculpas... É como sempre digo: "tempo é questão de preferência... prioridade."

Digamos q estou passando por "uma prova"... Sim! No final do ano passado cheguei no "Dia D"... "Larguei" numa prova que, como diria o Mestre e grande amigo Roberto Azevedo,"o Ironman só tem uma entrada e uma saída"... Rs... Pois bem, "larguei" neste IM de vida.... Da minha vida profissional... Mas que também tem muito, mas muito a ver com a minha vida pessoal.... E com amor... E com família... E com o meu grande e amado "guru"... E love of my life... Meu mestre... Pai... Professor... Amigo... Porto Seguro... Enfim... Minha referência de homem... Minha referência como ser humano... Meu AVÔ... E que venho "periodizando" para este momento há 13 anos, mais ou menos, nos seis últimos anos mais intensamente.
  
Mas.... Sei que estou num novo momento...

Certa vez, o Topan escreveu na sua coluna para a revista digital Mundo Tri: "Hoje estou Ironman"... ou "Hoje estou triathleta"... Um texto muito bacana... Vale a pena procurar e ler... Para mim, a realidade é a seguinte: posso estar afastada das provas, com a agenda caótica com "50 reuniões" no dia... Sempre dou um jeitinho para uma escapadinha para nadar - nem q sejam 1000m na hora do almoço... Rs... Ou pedalar ou correr... AMO o esporte... E pretendo sempre tê-lo em minha vida...

Sou daquelas que, se tenho uma reunião cedo - e posso ter terminado o dia às 23h -, vou dormir 4 ou 5 horas para dar uma pedaladinha, nem que seja de 40km, no escuro, vendo o dia clarear, e entrar na reunião mais feliz. :-)

O que quero dizer? Existem pessoas que precisam de uma motivação para treinar.... Precisam estar inscritos numa prova, para levantar cedo para nadar... Pedalar... Correr.... Eu simplesmente "curto"... "o nadar, pedalar, correr". Faz parte da minha rotina, da minha vida...

Hoje.... Diante da minha crazy rotina de trabalho... De reuniões... Tem dias que não consigo fazer 2 esportes... Ou até mesmo 1... Alguns dias, estou tão exausta que tenho que dar um off... Porque simplesmente preciso dormir e descansar.

Outro momento...

Mas, o que importa é fazer o que se faz com AMOR...
Fazer o que faz sentido para você... No momento...

Quando se coloca energia... Se faz algo com Amor... Com certeza, você conquistará seu objetivos...  "Missão dada é missão cumprida", como diria o capitão do Bope!
Seja no esporte... Seja na vida profissional... Seja na pessoal...

Por isso.... Não é momento de Ironman...

Estou numa fase de focar nesta prova... Neste IRONMAN of Life....

Quem sabe um 70.3???

Talvez um 70.3 caiba nesta minha fase... Será??????

Só se for pra passear.... Com uma média de swim de 2000m/semana ... Não vou muito longe! Ahahahahaha.....

terça-feira, 12 de março de 2013

"A Impossibilidade é apenas uma possibildade que ainda não deu certo"


   "Percebo que, para muitas pessoas, é extremamente difícil falar o que realmente pensam, mas ficará fácil se sentirem verdadeiramente e deixarem transbordar a voz do coração.

    Às vezes fica difícil para as pessoas falar e expressar, por meio de atitudes e gestos, o que realmente deveria ser dito, por falta de coragem, autenticidade e franqueza.
    Fácil é julgar aqueles que estão expostos pelas circuntâncias...

    Difícil é refletir sobre os nossos próprios erros. Sábios são os que aprendem a fazer isso!

    Fácil é fazer companhia a alguém, difícil é dizer exatamente o que ele deseja e necessita ouvir de nossos lábios...

   Difícil é ser amigo de verdade, desnudado de interesses egoístas, ser amigo a qualquer hora, mesmo que seja inoportuna, e dizer a verdade quando for necessário, sem ofender , é claro.

   Fácil é analisar a situação dos outros e opinar, dar soluções e criticar...

   Difícil é vivenciar, tentar usar de empatia e saber o que falar, o que fazer e como ajudar.

   Fácil é externar raiva, impaciência, quando algo não sai do jeito como a gente queria ou planejou, e cair no desânimo, na entrega total da derrota e da auto-comiseração.

   Difícil é falar o que se sente, especialmente quando está relacionado com o amor que abrigamos no nosso peito. as pessoas têm medo de amar, da entrega, e o amor é como maçã, se você guardar, estraga.

   Fácil seria se conseguíssenmos viver sem nos preocupar com o amanhã.

   Difícil é controlar a ansiedade das nossas vidas e nos questionarmos, para tentarmos melhorar a cada dia, com humildade e simplicidade, com a saciedade do hoje.

   Fácil e comum é camuflar aos quatro ventos e mentir sobre nós mesmos, nossos medos, nossas falhas e impetuosdades a cada dia.

   Difícil é admitir que deixamos escapar pelos vãos dos dedos uma unica e excepcional oportunidade, porque fomos covardes ante ao diferente e inusitado.

   Fácil é mentir aos outros.... Difícil é mentir para o nosso próprio coração.

   Fácil é enxergar apenas o que queremos... Difícil é saber e admitir que nos iludimos, muitas vezes, com o que achávamos ter visto.

   Fácil é ditar regras, difícil é nós mesmos segui-las...

   Por isso, nos momentos e crise, formule uma explicação racional e não emocional, seja simplesmente realista.

   As coisas ficam mais fáceis de ser aceitas e entendidas por nós mesmos. Aceite seus sentimentos, reformule-os, se necessário, e se expresse com certeza. Coordene as ideias.

   Pense positivamente no que vai fazer quando sair desta crise passageira, porque nesta vida tudo é passageiro.

   Fica mais fácil aceitar e dominar a dor, o medo, quando pensamos com uma visão positiva sobre o futuro.

   O tempo que rege o resiliente é o presente.

   Aja! Comece agora a mudar o que é indesejável. Movimente-se. Estude, viaje, trabalhe, seja livre, livre de tudo que é mesquinho, livre do amor ao dinheiro, ao poder, a inveja e a inseguraná.

   Estabeleça vínculos apenas com pessoas que podem de alguma forma te dar exemplos de vida embasados na coragem, na fé, no amor.

   Mas, não espere que uma delas faça o papel de salvador da pátria para resgatá-lo do fundo do poço. Aliás, se algum dia você chegou ao fundo do poço, anime-se só há uma saída agora: a subida!

   A melhor saída é sempre aquela que você mesmo encontra. Cuidado com as opiniões alheias. Não espere nada, de ninguém nestas horas. Só confie em Deus (a autora diz Deus, mas creio q cd um tenha sua própria fé... e cd um acredite em uma força maior... ou... Acredite em vc e nos seus princípios! No que faz sentido para vc!) Ele é o único q não te desapontará.

  Valorize suas pequenas vitórias. Lembre-se de como as conquistou e veja que você pode ousar novamente.

  Isto resgata a auto-estima e auto-confiança.

  Não pense só em você o tempo todo, pense que se agir positivamente, sua história poderá servir um dia de incentivo e de lição de vida para outros.

  Nunca desista de si mesmo.

  Fácil foi escrever tudo isto....

  Difícil para nós é idealizarmos em atitudes, mas não se esqueça:

  A Impossibilidade é apenas uma possibildade que ainda não deu certo."


Extraí este trecho do livro de Cilene Furlanetto: Oratória, A Arte de falar bem. Creio que sirva para toda e qualquer situação de vida. Não podia deixar de compartilhar no blog.

Tri-Bjocas (já q estou voltando a minha rotininha... num ritmo bem mais ligth, mas tah ótimo!!! ;ˆ))rs,

Aninha!



   

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Frase...

...Talvez do dia... Ou da semana... Ou do mês... Já que quase não tenho postado... rs...

"Só te digo uma coisa,
não te digo nada.

E ainda mais,
Só te digo isso".

Esta eu "roubei" na geladeira da minha mãe...

Espetacular, não??

Eu achei! :-)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dr. Lilo...

Sei que ja esta nas redes sociais e nao deve ser novidade pra ninguem...

Mas, achei ESPETACULAR.... Rs....